Um dos 12 primeiros apóstolos de Cristo e
nascido em Betsaida, na Galiléia, segundo os
evangelistas Mateus, Marcos e Lucas. Perdeu o pai
exatamente na ocasião em que conheceu o Divino
Mestre e tornou-se o quinto apóstolo na
hierarquia de Cristo. Esteve presente na
multiplicação dos pães e na última ceia (Jo
1,43-45; 6,5-7; 12,20-22; 14,8). Após a morte de
Jesus viajou ao Egito, Etiópia (África) e ao
Norte, e depois rumou para a Grécia onde viveu
em Hierápolis com suas quatro filhas, que eram
profetizas. Duas delas tornaram-se muito
respeitadas por suas previsões. Era um judeu
helenístico e, antes de mais nada, um
evangelista para as sinagogas judaicas de língua
grega da Cítia, Frígia e dos arredores da
Grécia e Macedônia. No Evangelho de João
aparece como grande amigo do apóstolo Bartolomeu
e cita que ele ficou profundamente impressionado
sobre o mistério da Trindade relatado por Jesus,
durante a última ceia. O resto de sua vida não
consta em nenhum relato, assim como a sua morte.
Consta que em sua mensagem preservava um belo
misticismo baseado na santidade do casamento.
Ordenou vários bispos entre os gregos e as suas
igrejas desenvolviam sete sacramentos cuja mais
alta iniciação era o Mistério da Câmara
Nupcial, na qual a imagem ou Yetzer de Deus, que
habitava no coração do discípulo, era reunido
ao anjo ou alma ressuscitada. Portanto, ao
contrário da pregação de outros apóstolos, em
seu evangelho não havia ênfase na abstinência
sexual ou abstenção do casamento. Conta uma
tradição que ele morreu crucificado de cabeça
para baixo, aos 87 anos, em Gerápolis, no tempo
do imperador Domiciano. As suas relíquias teriam
sido transportadas a Roma e colocadas juntas com
as de São Tiago Menor, na igreja dos santos
Apóstolos. Este seria o motivo pelo qual a
Igreja latina festeja os dois apóstolos no mesmo
dia. Sua festa votiva é em primeiro de maio.
|