Bispo e confessor, teólogo e lingüista erudito
grego nascido supostamente em em Tessalônica,
Macedônia, que, juntamente com o irmão Cirilo,
foi o provável inventor do alfabeto cirílico,
um alfabeto eslavo, baseado em caracteres da
escrita uncial grega do século IX, típica
escrita livresca maiúscula. Ainda jovem, foi
nomeado governador da província da Macedônia
Inferior, onde estavam estabelecidos os eslavos.
Cirilo, também ainda jovem, foi levado a estudar
em Constantinopla, capital do então Império
Bizantino, onde se formou. Posteriormente
lecionou filosofia e foi diplomata junto aos
árabes. Com trinta e oito anos, abandonou a
carreira política e se tornou monge, sendo
seguido pelo irmão poucos anos depois. Os dois
irmãos foram enviados numa missão de conversão
dos povos eslavos (861), de quem ambos tinham
estudado a língua e os costumes. Nomeado Bispo
de Sírmio, com Cirilo criou, então, um alfabeto
próprio para os eslavos, para cuja língua
traduziu as Sagradas Escrituras e os principais
livros litúrgicos, sendo por isso considerado o
pai da cultura eslava. O alfabeto, conhecido como
alfabeto cirílico, continha inicialmente 43
letras, derivadas de letras e combinações de
letras gregas e do hebraico. Assim, os primeiros
escritos em cirílico foram traduções da
Bíblia e de textos litúrgicos feitas por ele e
Cirilo. O alfabeto cirílico original sofreu
modificações, geralmente perdas de letras
supérfluas. É adotado na atualidade pelo russo,
ucraniano, búlgaro e sérvio. O russo moderno,
que conta com 32 letras, foi adaptado, às vezes
com o acréscimo de letras especiais, para
línguas não-eslavas faladas em regiões da
antiga União Soviética. O búlgaro e o sérvio
têm trinta letras e o ucraniano, 33. Como os
textos sagrados só existiam em grego ou latim e
não podiam ser traduzidos, houve forte reação
contra o trabalho deles e os dois foram então
chamados a Roma. Porém conseguiram o apoio papal
e tiveram os livros que haviam traduzido
abençoados. Inditosamente seu irmão Cirilo
adoeceu durante a viagem e acabou falecendo aos
quarenta e dois anos de idade. Ele continuou sua
missão, mas, numa segunda viagem a Roma, para
fazer uma nova defesa de seu trabalho, acabou por
morrer na capital romana. Ambos foram proclamados
co-patronos da Europa (1980), ao lado de Bento,
pelo Papa João Paulo II.. Tem sua comemoração
em 14 de fevereiro .
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