Nasceu em Tarso, era judeu e cidadão romano.
Perseguidor das primeiras comunidades cristãs,
foi conivente com o assassinato do protomártir
Estêvão. Quando perseguia cristãos, a caminho
de Damasco, apareceu-lhe Jesus Ressuscitado
transformando-o. Desde então, sua vida foi
viajar pelo mundo, pregando o evangelho de Jesus
Cristo e o mistério de sua paixão, morte e
ressurreição. A conversão é uma das mais
importantes da história da Igreja. Mostra-nos o
poder da graça divina, capaz de transformar
Saulo, perseguidor da Igreja, no "Apóstolo
Paulo" por excelência, que tem a iniciativa
da evangelização dos pagãos. Ele próprio
confessa, por diversas vezes, que foi perseguidor
implacável das primeiras comunidades cristãs.
Por causa disso atribui a si mesmo o título de
"o menor entre os Apóstolos" e, ainda,
de "indigno de ser chamado Apóstolo".
Mas Deus, que conhecia a sua retidão, tornou-o
testemunha da morte de Santo Estevão, cena entre
todas comovente, descrita nos Atos dos
Apóstolos. A visão de Estevão apontando para
os céus abertos e Filho do Homem, o Cristo, aí
reinando, domina a vida toda de Paulo, o grande
missionário do Cristianismo. Percorreu a Ásia
Menor, atravessou todo o Mediterrâneo em 4 ou 5
viagens. Elaborou uma teologia cristã e ao lado
dos Evangelhos suas epístolas são fontes de
todo pensamento, vida e mística cristãs. Além
das grandes e contínuas viagens apostólicas e
das prisões e sofrimentos por que passou,
devemos ao nosso Patrono, que se alto denomina
"servo de Cristo", a revelação da
mensagem do Salvador, ou seja, as 14 Epístolas
ou Cartas. Elas formam como que a Teologia do
Novo Testamento, exposta por um Apóstolo. Jamais
apareceu outro homem sobre a terra que
fundamentasse tão bem a nossa fé em Cristo,
presente na História, como também, presente em
nossa própria existência. Foi Paulo quem o fez
de maneira insuperável. O Apóstolo sofreu o
martírio em Roma. O ano é incerto, mas deve ter
ocorrido entre 64 e 67. Festas litúrgicas - Duas
solenidades comemoram São Paulo. A primeira, a
25 de janeiro (data em que foi fundada a Cidade
de São Paulo no ano de 1554, daí a origem do
nome da capital paulista) , foi instituída na
Gália, no século VIII, para lembrar a
conversão do Apóstolo e entrou no calendário
romano no final do século X. A segunda,
lembrando o seu martírio - a 29 de junho -
juntamente com o do Apóstolo São Pedro, foi
inserida no santoral (livro dos santos da Igreja
Católica) muito antes da festa do Natal e havia
desde o século IV o costume de celebrar neste
dia três Missas. A primeira na basílica de São
Pedro no Vaticano, a segunda na basílica de São
Paulo fora dos Muros e a terceira nas catacumbas
de são Sebastião, onde as relíquias dos dois
Apóstolos tiveram de ser escondidas por algum
tempo para subtraí-las à profanação. Há um
eco deste costume no fato de que além da Missa
do dia é previsto um formulário para a Missa
vespertina da vigília. Depois da Virgem Maria,
são precisamente os Apóstolos Pedro e Paulo,
juntamente com São João Batista, os santos
comemorados mais freqüentemente e com maior
solenidade no ano litúrgico. Por muito tempo se
pensou que 29 de junho fosse o dia em que, no ano
67, Pedro na Colina Vaticana e Paulo na
localidade agora denominada Três Fontes
testemunharam sua fidelidade a Cristo com o
derramamento do sangue. Na realidade, embora o
fato do martírio seja um dado histórico
incontestável, e está além disso provado que
aconteceu em Roma durante a perseguição de
Nero, é incerto não só o dia, mas até o ano
da morte dos dois apóstolos. Enquanto para São
Paulo existe uma certa concordância entre
testemunhas antigas indicando o ano de 67, para
São Pedro há muitas discordâncias, e os
estudiosos parecem preferir agora o ano de 64,
ano em que, como atesta também o historiador
pagão Tácito, "uma enorme multidão"
de cristãos pereceu na perseguição que se
seguiu ao incêndio de Roma. Parece também que a
festa do dia 29 de junho tenha sido a
cristianização de uma celebração pagã que
exaltava as figuras de Rômulo e Reno, os dois
mitos fundadores da Cidade Eterna. São Pedro e
São Paulo de fato, embora não tenham sido os
primeiros a trazer a fé a Roma, foram realmente
os fundadores da Roma cristã: um antigo hino
litúrgico definia-os como pais de Roma; um dos
hinos do novo breviário fala de Roma que foi
"fundada em tal sangue". A palavra e o
sangue são a semente com que os Apóstolos Pedro
e Paulo, unidos com Cristo, geraram e geram a
Roma cristã e a Igreja.
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