Um dos doze apóstolos de Jesus e israelita de
nascimento, que ausente no momento em que o
Cristo reapareceu aos discípulos, exigiu destes
provas materiais da ressurreição do Mestre e,
por isso, Jesus ressurgiu e pediu-lhe que tocasse
suas chagas. Carpinteiro de origem e
freqüentemente citado em passagens do Novo
Testamento, nos quatro evangelhos. O Evangelho de
São João dá-lhe grande destaque. Em João
11,16, cita que ele incitou os discípulos a
seguir Jesus e a morrer com ele na Judéia
dizendo então aos discípulos: Vamos também
nós, para morrermos com ele! Foi ele que
perguntou a Jesus, durante a Última Ceia, sobre
o caminho que conduz ao Pai: Senhor, não sabemos
para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?
Diz-lhe Jesus: Eu sou o Caminho, a Verdade e a
Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim
(João 14,5-6). Temperamento audacioso e cheio de
generosidade, percorreu as etapas da fé e
professou que Jesus era realmente Deus e Senhor.
Ausente na primeira aparição duvidou dos
colegas que Jesus tinha voltado. Oito dias
depois, achavam-se os discípulos, de novo,
dentro de casa, e o ascetista estava com eles.
Jesus veio, estando as portas fechadas, pôs-se
no meio deles e disse: A paz esteja convosco!. E
lhe disse depois: Põe teu dedo aqui e vê minhas
mãos! Estende tua mão e põe-na no meu lado e
não sejas incrédulo, mas crê! O apóstolo
incrédulo respondeu Meu Senhor e meu Deus!
(João 20,26-28), tornando-se o primeiro dos
apóstolos a se dirigir a Jesus nestes termos.
Ninguém até aquele momento, nem mesmo Pedro e
João, havia pronunciado a palavra Deus
dirigindo-se a Jesus. Também chamado Dídimo ou
Gêmeo (seu nome, tanto em aramaico Te'oma como
em grego Didymos significa gêmeo) era o terceiro
apóstolo em idade depois de Pedro, mas ao
contrário deste não era casado, assim como
Bartolomeu, André, Simão, Judas e o próprio
Jesus. Segundo as escrituras foi em resposta a
ele que Jesus introduziu o mistério trinitário:
"Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Ninguém vai ao Pai senão por mim. Se vocês me
conhecem, conhecerão também meu Pai...".
Segundo o bispo Eusébio de Cesaréia, do século
IV, depois da morte de Jesus, o discípulo
evangelizou a Pártia e, pela a tradição
cristã posterior, estendeu seu apostolado à
Pérsia e à Índia, onde é reconhecido como
fundador da Igreja dos Cristãos Sírios
Malabares ou Igreja dos Cristãos de São Tomé.
Consta que foi martirizado e morto (53) pelo rei
de Milapura, na cidade indiana de Madras, onde
ficam o monte São Tomé e a catedral de mesmo
nome, supostamente local de seu sepultamento.
Historiadores acreditam que o apóstolo foi morto
a flechadas, quando orava. Sucumbiu como líder e
mártir, como o crente fiel que Jesus lhe pediu.
Suas relíquias seriam venerados na Síria e,
depois, levadas para o Ocidente e preservadas em
Ortona, na Itália. É festejado pelos católicos
em 3 de julho.
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