Santa católica nascida em Assis, ducado de
Spoleto, na Itália, fundadora da Ordem das
Clarissas e designada padroeira da televisão
(1958), pelo papa Pio XII. De uma rica família
italiana, sua mãe, Hortolona, teve uma gravidez
muito complicada, quase perdeu o bebê, mas
clamou aos céus a graça de ter aquele filho e,
em meio a muitos riscos, finalmente deu à luz a
uma menina perfeita e sadia e a mãe sentindo-se
agradecida e iluminada, dar à filha o nome de
Clara. A medida que ela crescia, perguntava-se
por que todas as meninas do mundo não tinham a
mesma sorte que ela. Também perguntava-se sobre
os muitos mistérios da vida e da morte de todos
os seres sobre a face da terra. Em meio a tantas
indagações, já adolescente, viu sua família
armando um bom casamento com um rapaz de sua
classe social, com quem ela pudesse seguir o
curso de prosperidade e nobreza de sua própria
estirpe. Porém ela estava envolvida em
pensamentos totalmente alheios a idéia e
especialmente depois de ouvir falar de um grupo
de pessoas que renunciara às riquezas materiais
e se dedicava à meditação, à discussão dos
mistérios, ao trabalho social e ao cuidado dos
animais e das plantas. Procurou o líder desse
grupo, de nome Francisco, um homem cuja
popularidade crescia a cada dia por sua extrema
bondade e compreensão e cujos seguidores,
vivendo na maior simplicidade, traziam no rosto a
alegria e nos olhos a benevolência. Influenciada
por São Francisco, recusou o casamento arranjado
pelos pais para desgosto de sua família, fugiu
de casa, cortou seus longos cabelos louros,
abdicou de toda a fartura e de todos os
privilégios, aos quais estava acostumada e
refugiou-se na capela de Porciúncula, onde o
fundador da Ordem Segunda de São Francisco fez
seus votos. Passou a dedicar sua vida aos pobres,
aos bichos, à reflexão e à meditação,
buscando atingir um sentido maior para a vida e
logo muitas mulheres juntaram-se a ela, inclusive
sua mãe e a irmã, santa Inês, e passaram a ser
conhecidas como as Clarissas, em homenagem a sua
líder. Logo as clarissas se instalaram no
convento de São Damião, onde ela foi feliz com
a ordem dos franciscanos e lá viveu pelo resto
de seus dias como a líder feminina do grupo, as
chamadas Clarissas. Como abadessa (1216), iniciou
seu trabalho para substituir a regra beneditina,
adaptada para sua ordem, por outra impregnada do
espírito de Francisco. Resumidamente, além do
privilégio da perfeita pobreza, nem a comunidade
podia possuir bens, a ordem das clarissas
destaca-se por seu objetivo apostólico: a vida
penitencial de oração pela igreja e a
sociedade. Inocêncio IV aprovou a regra
definitiva dois dias antes da sua morte, em
Assis, também sua cidade natal. Conta-se que em
seu leito de morte, viu com absoluta clareza,
tudo o que acontecia no momento no ritual de
aprovação das regras pelo papa e narrou tudo
às clarissas que a acompanhavam e elas
confirmaram posteriormente que suas visões
estavam corretas. Por isso tornou-se a padroeira
da televisão (1958).
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