Mulher nazarena que apesar de não ser mencionada
nos Evangelhos, pela tradição da Igreja
Católica seria a mãe da Virgem Maria e,
portanto, avó materna de Jesus Cristo. De acordo
com a tradição, era filha de Natã, sacerdote
belemita, e de Maria, e foi a mais jovem de três
irmãs bíblicas. Suas outras irmãs mais velhas
seriam Maria de Cleofas, mãe de Salomé, e
Sobé, mãe de santa Isabel, que geraria são
João Batista. Casou-se com são Joaquim e por
muitos anos permaneceu estéril, só dando a luz
a Maria em avançada. Teria morrido pouco depois
de apresentar Maria no Templo, consagrando-a a
Deus, quando a filha contava apenas três anos de
idade. Seu culto difundiu-se no Oriente, e no
século VI o imperador Justiniano mandou
erguer-lhe um templo em Constantinopla. Nos
séculos seguintes a veneração expandiu-se
também pela Europa. Em uma bula (1584) o papa
Gregório XIII instituiu que sua festa seria
comemorada no dia 26 de julho, mês que passou a
ser denominado mês de sant'Ana. Venerada como
padroeira das mulheres casadas, especialmente das
grávidas, cujos partos torna rápidos e
bem-sucedidos, é também protetora das viúvas,
dos navegantes e marceneiros.
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