Papa Igreja Cristã Romana (222-230) nascido em
Roma, sucedendo São Calisto I (217-222) e cujo
pontificado coincidiu com a época de tolerância
(222-235) do imperador Alexandre Severo. Não se
conhece quase nada de sua vida e de seu papado e,
ao que parece, durante seu papado a Igreja gozava
de Paz, mas a sua crescente grandeza excitava o
ódio dos pagãos. Determinou que as esmolas e os
legados ofertados à Igreja fossem aplicados
exclusivamente no sustento dos pobres e do culto
divino. Estabeleceu pioneiramente o uso de ouro,
prata e pedras preciosas em patenas, cálices e
vasos sagrados, destinados ao uso do sacrossanto
Sacrifício da Missa e decretou também que o
sacramento da Confirmação fosse ministrado,
após o Batismo, pelas mãos de um bispo.
Organizou a Igreja de Roma em 25 unidades
eclesiásticas, as paróquias de Roma e consentiu
que a Igreja adquirisse bens. Interveio nas
disputas sobre o cisma de Hipólito de Roma e
ordenou que o patrimônio da igreja doado pelos
fiéis não pudesse ser usado, em hipótese
alguma, para outros fins a não ser para o
sustento dos próprios missionários. Foi um dos
grandes pontífices do início do cristianismo,
caluniado e perseguido pelo prefeito Almáquio,
de Roma, sob o império de Alexandre Severo,
durante seus oito anos de defensor máximo da
doutrina cristã, distinguiu-se pelo zelo
apostólico. Foi responsável por inúmeras
conversões, inclusive, de pessoas de alta classe
social, dentre os quais Valeriano, esposo de
Santa Cecília, convertida e martirizada, e de
Tibúrcio, seu irmão. No local do martírio de
Santa Cecília, em Trastevere, fez construir a
Igreja onde repousam os restos da padroeira dos
músicos, que primeiramente tinha sido sepultada
no cemitério de Calisto. Papa de número 160,
morreu em Roma e foi sepultado no cemitério de
Pretextato, na Vila Ápia, e foi sucedido por
São Ponciano (230-235).
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