Primeiro aeronauta a alcançar a dirigibilidade
dos balões e a voar num aparelho mais pesado que
o ar com impulso próprio, Alberto Santos Dumont
dedicou a vida à aviação. De espírito
inquieto e obstinado, nunca desistiu de realizar
seus projetos, apesar dos acidentes que sofreu.
Idealista, não patenteou seus inventos,
colocando-os à disposição de quem quisesse
construí-los. Nascido na cidade de Palmira,
atualmente denominada Santos Dumont, em Minas
Gerais, aos 19 anos Dumont foi para Paris estudar
Física, Mecânica e Eletricidade. Em 1898, fez
com Machuron, construtor do balão L'Oern, que
realizou expedição ao Pólo Norte, seu primeiro
vôo. No mesmo ano, levou ao ar seu primeiro
projeto e o menor balão da época: o Balão
Brasil. Em 20 de setembro de 1898, pela primeira
vez na história da humanidade, decolou com um
balão dirigível movido a petróleo. Voando
sobre Paris e seus arredores, aperfeiçoou sua
criação mais tarde nos dirigíveis. Em 1901,
com o dirigível número 6, contornou a Torre
Eiffel (Paris, na França) e retornou à terra,
sendo premiado por tal feito. Em 1903, construiu
o número 9: o mais popular, pois com ele Dumont
visitou amigos, levou como passageiro o menino
Clarkson Potter e ainda permitiu que a cubana
Aida de Acosta o dirigisse. Depois de construir
os números 10, 11, 12 e 13, em julho de 1906,
Dumont fez experiências com um novo veículo, um
aparelho mais pesado que o ar, que passou a se
chamar 14-Bis. Após várias experiências, em
1906, fez um vôo de cerca de 50 metros
conquistando a Taça Archdeacon; pela primeira
vez um homem, num aparelho mais pesado que o ar,
elevou-se do solo e tornou a descer utilizando
apenas suas forças. Terminou suas construções
com o mais versátil e prático aparelho aéreo,
o popular "Demoiselle", considerado o
modelo padrão para quase todos os aviões
construídos a seguir. Depois de passar
temporadas em casas de saúde, por causa de
depressão, gerada principalmente por ver o
avião usado como arma de guerra, Dumont
suicidou-se no Guarujá (SP).
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