Antes de 1914, Prokofiev já conseguira
desconcertar o público com o talento
extravagante e a vitalidade de suas
composições, depressa se convertendo num dos
compositores contemporâneos mais importantes. Em
1918, pouco depois da estréia de sua Sinfonia
Clássica, abandonou seu país e passou a viver
nos Estados Unidos e na Europa. Assim, em 1921,
estreou em Chicago a ópera magistral O Amor das
Três Laranjas e, em Paris, Serguei Diaguilev
encenou seus dois primeiros balés. Ao regressar
à União Soviética, em 1933, Prokofiev seguiu
as diretrizes da política cultural ditada por
Stálin. As obras pertencentes a essa segunda
fase de sua carreira são mais transparentes e
populares e algumas delas inspiraram-se
diretamente na música popular russa, possuindo
um evidente caráter nacionalista. Não obstante,
depois de alguns conflitos com as autoridades
culturais, em 1948 foi proibida a interpretação
das obras de Prokofiev por seu "excessivo
formalismo", proibição que deixou de
vigorar em 1952. Em 1936, criou duas obras que se
celebrizaram: Pedro e o Lobo, um conto infantil
acompanhado de música sinfônica para narrador e
orquestra, que encerra uma autêntica lição
sobre os sons dos diferentes instrumentos, pois a
cada personagem são atribuídos um instrumento e
uma melodia própria; e o balé Romeu e Julieta.
Outro de seus balés é Cinderela (1945),
atualmente considerado um clássico. Prokofiev
deixou ainda escritas sete sinfonias, cinco
concertos para piano, dois concertos para violino
e dois para violoncelo, numerosas obras para
piano, música de câmara e lieder. São também
consideradas obras-primas as partituras que
compôs para três filmes de Sergei Eisenstein.
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