Jornalista, sociólogo e historiador brasileiro
nascido em São Paulo, um dos maiores
intelectuais brasileiros do século XX, que
tentou interpretar o Brasil, sua estrutura social
e política, a partir das raízes históricas
nacionais. Antes de se tornar historiador e
escrever, foi jornalista e tornou-se amigo dos
principais representantes do Modernismo, como
Mário de Andrade e Oswald de Andrade, e passou a
escrever em revistas ligadas ao movimento. Além
disso, trabalhou em agências de notícias
internacionais e diversos órgãos da imprensa
brasileira, como o Jornal do Brasil e
a Folha de S. Paulo, durante muitos
anos da sua vida. Mudou-se com a família para o
Rio de Janeiro (1921) e participou ativamente do
Movimento Modernista (1922). Formou-se em Direito
(1925), pela extinta Universidade do Brasil, mas
continuou exercendo o jornalismo e chegou a ser
correspondente internacional dos Diários
Associados, na Europa. Entrou em contato com o
movimento modernista europeu, conheceu a obra do
sociólogo alemão Max Weber e presenciou a
ascensão do nazismo na Alemanha. De volta ao
Brasil (1936), passou a ensinar História Moderna
e Contemporânea na então Universidade do
Distrito Federal e publicou o seu clássico
Raízes do Brasil(1936). Prestigiado
internacionalmente, foi para a Itália (1952) e
fez parte da cadeira de Estudos Brasileiros na
Universidade de Roma, durante dois anos.
Tornou-se catedrático de História da
Civilização Brasileira, USP (1958), onde
permaneceu até se aposentar como professor
(1969). Foi casado com Maria Amélia Alvim
Buarque de Holanda, a Memélia, com quem teve
sete filhos: Heloísa Maria, Sérgio, Álvaro
Augusto, Francisco, Maria do Carmo, Ana Maria e
Maria Cristina, e faleceu na cidade de São
Paulo. Dentre as suas obras merecem ainda
destaque Cobra de Vidro (1934), Monções (1945)
e Visão do Paraíso (1958).
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