Político brasileiro nascido em Vila do
Príncipe, atual Serro, MG, histórico como
colonizador do nordeste mineiro, criador do
costume de acenar para o povo com um lenço
branco, tornando-o gesto simbólico do
liberalismo brasileiro. Primogênito dos 11
filhos de Jorge Benedito Ottoni e Dona Rosália
de Souza Maia, até os 15 anos estudou na Vila,
mas, considerado excelente aluno por seu
professor de latim, foi para o Rio de Janeiro
(1826), matriculando-se na Academia da Marinha e
graduando-se no ano seguinte como guarda-marinha.
Foi guarda-marinha na Academia de Marinha do Rio
de Janeiro, mas voltou à Vila do Príncipe e
começou a publicar o jornal político Sentinela
do Serro. Conhecido como o Capitão da Casaca
Branca, por seus ideais revolucionários,
elegeu-se deputado provincial por Minas Gerais
(1835) e deputado-geral (1839). Liderou a
revolução liberal em Minas Gerais (1842) e,
derrotado em Santa Luzia, MG, foi preso e
conduzido a pé para Ouro Preto, MG. Anistiado
pelo imperador (1844), foi reeleito deputado por
Minas Gerais (1845). Afastou-se da política
(1850) e fundou uma empresa de comércio e
colonização no interior do estado, a Companhia
do Mucuri, para promover o desenvolvimento e
colonização do vale do rio Mucuri (1850-1860).
Com ela promoveu a navegação do rio, construiu
a rodovia de Santa Clara, catequizou índios e
incentivou a instalação de imigrantes europeus
no vale de Mucuri. Na confluência do Ribeirão
Santo Antônio com o Rio Todos os Santos, onde
duas de suas expedições, organizadas (1852) se
encontraram, fundou a vila de Filadélfia,
embrião da hoje cidade de Teófilo Otoni, Minas
Gerais. A empresa fechou devido à criação
(1858) de uma concorrente, com apoio
governamental, para navegação no vale do
Jequitinhonha. Voltou a política em (1860),
assumiu a chefia do Partido Liberal, desempenhou
papel de destaque como líder popular na Questão
Christie, episódio em que cinco barcos
brasileiros foram aprisionados por navios
ingleses em represália ao naufrágio do Prince
of Wales na costa do Rio Grande do Sul e
elegeu-se senador (1864). Muito doente, atacado
pela febre da antiga maleita, e sem recursos
materiais, morreu no Rio de Janeiro, vítima de
Intoxicação Miasmática, adquirida no Mucuri.
Em dia 27 de novembro (1960), a cidade de
Teófilo Otoni recebeu os restos mortais de seu
fundador, os quais foram depositados no Panteão
na Praça Tiradentes, onde encontra-se erigida
uma sua estátua.
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