Segundo imperador romano e nascido em Roma,
nomeado por Augusto como seu sucessor. Reforçou
o caráter oligárquico do poder, passou ao
Senado a prerrogativa de eleger os magistrados e
enfrentou conspirações palacianas que
resultaram em processos de lesa-majestade,
execuções e suicídios. Contribuiu para o
assentamento do poderio de Roma de tal modo que,
graças a ele, o império foi capaz de sobreviver
aos lendários excessos de seus líderes. Filho
do magistrado Tibério Cláudio Nero e de Lívia
Drusila, o menino e seu irmão Druso passaram a
fazer parte da família imperial mediante o
segundo casamento de sua mãe com Augusto.
Educado para a carreira militar, fez brilhantes
campanhas na Panônia e na Dalmácia, que lhe
garantiram o apoio popular. Casou-se com a filha
de Marcos Agripa, Vipsânia Agripina, da qual se
divorciou por ordem do imperador após a morte do
sogro (12 a. C.), para casar com Júlia, filha de
Augusto e viúva em terceiras núpcias de Agripa.
Nomeado tribuno (6 a. C.), mas ante a vida
libertina de sua mulher, auto-exilou-se na ilha
de Rodes, deixando Júlia em Roma. Com o desterro
de Júlia para a ilha de Pandatária, regressou a
Roma, obteve novas vitórias na Germânia e foi
adotado por Augusto (4 d. C.) e, com a morte do
imperador (14 d. C.), precedida das mortes de
outros herdeiros do trono, foi eleito sucessor
pelo Senado com o nome de Tibério Júlio César
Augusto, e proclamado três anos depois. No
início de seu governo, regularizou a economia
pela redução dos gastos públicos, assegurou as
fronteiras por meio de uma política conservadora
que prescindiu das invasões, consolidou as
instituições, reduziu o poder do Senado,
reforçou também a Marinha, exilou a comunidade
judaica e determinou o fim dos duelos de
gladiadores. Após a tentativa de golpe de estado
organizada pelo seu principal conselheiro, Lúcio
Sejano, que por isso foi condenado à morte (31),
submeteu Roma a um regime de terror, não
combateu a corrupção e permitiu a libertinagem.
Adotou Calígula como filho e sucessor.
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