"Eu, el-rei Dom João 3o, faço saber a
vós, Tomé de Sousa, fidalgo da minha casa, que
ordenei mandar fazer nas terras do Brasil uma
fortaleza e povoação grande e forte, na Baía
de Todos-os-Santos. (...) Tenho por bem
enviar-vos por governador das ditas terras do
Brasil." Por meio dessa carta, datada de
1549, Tomé de Sousa foi designado pelo rei de
Portugal o primeiro governador-geral do Brasil,
com a missão de defender a autoridade da Coroa
portuguesa em seus domínios territoriais.
De família ligada à nobreza, Tomé de Sousa era
filho bastardo do prior de Rates, dom João de
Sousa, e de dona Mécia Rodrigues de Faria.
Em 1532, realizou uma expedição militar ao
norte da África, retornando a Portugal em 1536.
No ano seguinte, obteve o título de fidalgo,
concedido por seus feitos pelo rei de Portugal.
Obteve, também por concessão do rei, o direito
a uma renda anual - a chamada tença.
Tomé de Sousa esteve em Ceuta em 1539. Pelos
atos ali praticados, recebeu o título de
cavaleiro.
Nomeado governador-geral do Brasil, Tomé de
Sousa chefiou uma expedição composta por cerca
de 1.000 homens. Chegou ao Brasil em março de
1549 e instalou-se na então Capitania da Bahia
de Todos os Santos, edificando a cidade de
Salvador. Criou os cargos de ouvidor-mor,
capitão-mor e provedor-mor, implementando a
estrutura administrativa e jurídica da cidade.
Trouxe também uma missão jesuíta, chefiada
pelo padre Manuel da Nóbrega, destinada a atuar
na conversão dos índios. Em 1551, Tomé de
Sousa criou o primeiro bispado no Brasil,
nomeando o bispo dom Pero Fernandes Sardinha.
Criou também as câmaras municipais, compostas
por donos de terras e estimulou a criação de
engenhos de açúcar.
Em 1553, viajou à capitania de São Vicente,
acompanhado do padre Manuel da Nóbrega, com o
propósito de fortalecer o comércio e defender
as terras das invasões de corsários. Construiu
um forte na barra de Bertioga e fundou a vila de
Itanhaém.
No mesmo ano de 1553, Tomé de Sousa retornou a
Portugal, deixando o governo-geral para seu
sucessor, Duarte da Costa.
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