Antecessor: John Major
Sucessor: James
Gordon Brown
Primeira-dama: Cherie Blair
Partido político: Partido Trabalhista Inglês
Profissão: Advogado
Anthony Charles Lynton "Tony" Blair
(Edimburgo, 6 de Maio de 1953) é um político
britânico e, desde 1997, o primeiro-ministro do
Reino Unido.
Blair foi educado em colégios de Edimburgo e
depois estudou Direito em Oxford, convertendo-se
em advogado especializado em Direito Sindical em
1976. Em 1983, foi nomeado membro do Partido
Trabalhista Inglês (Labour) no Parlamento. De
1984 a 1987, foi porta-voz da oposição sobre
assuntos de tesouro e economia.
Após a morte de John Smith em 1994, Blair, com
41 anos, tornou-se o líder mais jovem já
surgido no Trabalhismo. O Congresso de seu
partido em 1996, adotou a política proposta por
Tony Blair, que buscava uma reforma
constitucional, especial atenção à educação
e à saúde e a maior integração com a União
Europeia (UE). Nas eleições de 1997, derrotou o
conservador John Major por uma grande maioria dos
votos. Apresentou "O modelo para o século
XXI", segundo o princípio "trabalho
para os que podem trabalhar" e
"assistência para os que não podem
trabalhar". Contribuiu para pôr fim a
trinta anos de conflito na Irlanda do Norte,
firmando após quase dois anos de negociações
um acordo de paz. Este acordo contou com a
colaboração do presidente dos EUA, Bill
Clinton.
Como presidente no retorno do Conselho da União
Europeia, Blair aprovou o tratado de Maio de 1998
para a circulação do Euro. Em Janeiro de 1999
propôs converter a Câmara de Lordes em um
senado com eleição por sufrágio universal. No
mesmo ano obteve o Prêmio Carlos Magno pela sua
contribuição à unidade européia.
Em Junho de 2001, nas eleições gerais, o
Partido Trabalhista de Tony Blair ganha o segundo
mandato, caso inédito no currículo do partido e
na história de Inglaterra. Em Março de 2003,
Blair decide em conjunto com o presidente
norte-americano George W. Bush atacar o Iraque.
Envia tropas britânicas para um conflito
(conjuntamente com os militares norte-americanos)
que tinha como objectivo desarmar o Iraque e
depor o regime tirânico de Saddam Hussein.
Em 2005 Tony Blair lidera novamente o Partido
Trabalhista numa estreia absoluta, ao alcançar a
vitória para um terceiro mandato consecutivo.
Na sequência das negociações da OMC para a
eliminação de barreiras alfandegárias, Tony
Blair defende a abolição total das tarifas
aduaneiras pela União Europeia para os produtos
agrícolas, bem como o fim dos subsídios
estatais à produção, ao rendimento e sobretudo
à exportação. Tal posição que ia ao encontro
das pretensões dos países em desenvolvimento,
como o Brasil, Argentina, Tanzânia, Índia,
entre outros, potenciaria a entrada daquelas
economias nos mercados protegidos europeu e
norte-americano. No entanto, a França opôs-se
tenazmente, remetendo para 2013 uma revisão
global da Política Agrícola Comum da União
Europeia.
Em 2006, o Partido Republicano dos EUA, ao qual o
Presidente Bush pertence, perdeu as eleições
parlamentares em seu país para o Partido
Democrata, o que mostrou o descontentamento do
povo norte-americano com seu líder. Blair,
assim, vê sua imagem prejudicada, já que o
principal motivo que levou à rejeição do
domínio republicano foi o fiasco da Guerra do
Iraque. O Primeiro-Ministro vê, desta forma, uma
grande chance de perder o poder pelas mãos do
Parlamento depois de nove anos no cargo.
Em 10 de maio de 2007, Tony Blair anunciou
formalmente que renunciava a líder do Partido
Trabalhista no dia 24 de junho, e
consequentemente ao ofício de primeiro-ministro,
após 10 anos de serviço. Gordon Brown sucedeu-o
em ambos os cargos. Sua renuncia foi apresentada
formalmente em 27/06/2007.
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