Faraó egípcio da Dinastia XVIII nascido em
Akhetaton (1333-1323), hoje Tell el-Amarna, que
nascido Tutankhaton, que quer dizer Imagem viva
de Aton, adotou o nome de Tutankhamon (Imagem
viva de Amon) no segundo ano do seu reinado,
tornando-se o faraó mais conhecido dos nossos
dias devido aos valiosos tesouros descobertos
pelo arqueólogo Howard Carter no seu túmulo
(1922). Filho de Amenófis III (1391-1353) e
seguidor da religião monoteísta que adorava
Aton, subiu ao trono aos nove anos sucedendo
Semenkharé, possivelmente nome adotado pela
rainha Nefertiti para poder governar após a
morte do esposo e faraó Akhenaton que governou a
nação anteriormente (1353-1335). Em virtude de
sua tenra idade seu reinado foi nominal, pois
quem detinha o poder eram os seus colaboradores,
entre eles Maia como seu braço direito,
Horemheb, general comandante dos exércitos do
norte e Minnakht o comandante dos exércitos do
sul. Casou com Ankhesenpaaton, que também mudou
de nome para Ankhesenamon, a terceira de seis
filhas do faraó Akhenaton (1353-1335) e da
rainha Nefertiti, o que lhe permitiu herdar o
trono. No seu governo, que coincidiu com o final
do período Amarniano, permitiu que a religião
monoteísta não fosse a única ser praticada,
restaurou o culto a Amon passando a ser o seu
sumo-sacerdote, devolveu aos sacerdotes todas as
suas possessões, transferiu a capital de
Akhetaton para Mênfis. As suas conquistas
militares desta época trouxeram tranqüilidade
ao Egito, mas o grande favorecido foi
Paatonemheb, general e um dos mais influentes
personagens da corte do então faraó, o que lhe
abriu caminho para a subida ao trono quatro anos
após, com o nome de Horemheb (1319-1307),
tornando-se o último faraó da dinastia XVIII.
Com sua morte, com apenas 18 anos de idade, sua
linha sucessória extingui-se, pois se sabe que
teve dois filhos, porém natimortos, cujas
múmias foram encontrados no seu túmulo. Apesar
do imenso espólio funerário digno de um grande
faraó, seu corpo foi mumificado em condições
precárias de tal maneira que se decompôs quando
foi examinado, após a descoberta de Howard
Carter. Por muitos anos os estudos arqueológicos
divulgavam que este faraó teria sido
provavelmente assassinado por Aï, sogro de
Akhenaton. No entanto, o radiologista egípcio
Absraf Selim, liderou um estudo com tecnologia de
tomografia computadorizada e mostrou (2006) que
as fissuras no crânio da múmia do soberano
surgiram no processo de embalsamamento,
derrubando as especulações sobre seu posível
assassinato com uma pancada na cabeça, numa
trama palaciana. As 1700 imagens geradas pelo
aparelho também identificaram uma lesão na coxa
do faraó, que teria infeccionado e causado a sua
morte. Aï (1323-1319), seu velho funcionário e
co-regente, o sucedeu após se casar com a viúva
Ankhesenamon, um casamento possivelmente montado
em conveniências.
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