Sinclair foi um dos principais representantes dos
chamados "Muckrackers" ("os que se
espojam na lama"), um grupo assim denominado
pelo presidente Theodore Roosevelt, caracterizado
pelo empenho na denúncia de escândalos e
injustiças e pela defesa de uma mudança no
comportamento social. Escreveu diversos romances
sobre a corrupção (Metropolis, 1908, King Coal,
1917) e ensaios políticos (entre os quais We
People in America and How we Ended Poverty,
1935). A repercussão de suas obras permitiu a
luta pela eliminação das maiores injustiças
sociais. Destaca-se nesse sentido sua obra The
Jungle (1906), na qual se refletem as indignas
condições de trabalho nos matadouros de
Chicago. Juntamente com Jack London e Sinclair
Lewis, pertenceu à comunidade socialista Helicon
Hall-Farm, que oferecia apoio ativo à política
do New Deal de Franklin D. Roosevelt. Foi também
candidato a diversos cargos públicos. Desfrutou
de muito êxito a série consagrada ao agente
Lanny-Budd, impregnada de um tom político
moderado e publicada em 11 volumes entre 1940 e
1953. Trata-se de um conjunto de romances, cuja
ação se passa em cidades como Washington,
Moscou, Paris, Londres ou Berlim da Primeira
Guerra Mundial até a Guerra Fria, nos anos de
1950, e nos quais a história contemporânea
surge aliada à aventura, ao amor e ao crime.
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