Astrônomo e professor de matemática francês
nascido em Saint-Lô, La Manche, que deu início
ao período pré-contemporâneo da Astronomia
(1837), a partir da Mecânica Celeste de Newton,
quando previu por métodos puramente
matemáticos, a existência do planeta Netuno.
Formado em Química na École Polytechnique,
tornou-se professor de astronomia na Escola
Politécnica de Paris (1837). Ampliou os
conhecimentos astronômicos sobre o planeta
Mercúrio, estudou as variações e os movimentos
dos cometas e investigou os limites da variação
das excentricidades e inclinações das órbitas
planetárias. Estudando o comportamento das
irregularidades observadas na órbita do planeta
Urano previu teoricamente a existência de
Netuno, oitavo planeta em ordem de afastamento do
Sol, e o segundo descoberto pelo homem, ao
atribuí-las à existência de um corpo celeste
desconhecido. Urano foi, também, o primeiro
descoberto pelo cálculo, antes de sua
observação óptica pelo britânico John Adams,
astrônomo inglês, e por Johann Galle,
astrônomo alemão (1846). Paralelamente ao
trabalho daqueles astrônomos, calculou o tamanho
e a posição do objeto e forneceu as coordenadas
ao diretor do Observatório de Berlim, Galle, que
em apenas uma hora de busca encontrou o planeta
posteriormente chamado Netuno, a apenas um grau
da posição prevista. Com esta façanha, recebeu
muitas e merecidas honras e tornou-se diretor do
Observatório de Paris (1854). Publicou 11
volumes dos Annales de L´Observatoire de Paris.
Restabeleceu a eficiência da instituição, mas
esteve afastado do cargo (1870-1873), devido a
uma onda de protestos contra atitudes julgadas
autoritárias pelos demais funcionários, e
morreu em Paris. A constituição física de
Netuno é semelhante à de Júpiter, Saturno e
Urano, com um reduzido núcleo sólido e espessa
atmosfera, composta sobretudo de metano e
amoníaco. Completa a sua revolução em torno do
Sol em 165 anos, aparecendo ao telescópio na
oposição com a magnitude 8, e tem dois
satélites, Tritão e Nereida.
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