Imperatriz romana aparentemente nascida em Roma,
cujo nome ficou associado a crueldade, luxúria e
avareza. Era filha de Marcus Valerius Messalla
Barbatus, membro de uma família tradicional da
aristocracia da República Romana, e desde jovem
que freqüentou a corte imperial e casou-se aos
21 anos com o Imperador Claudius I (41-48), sendo
sua terceira mulher e com quem teve dois filhos:
Otávia, futura esposa de Nero, e Britânico. Sua
reputação entre os historiadores do período
clássico, como Tácito e Suetônio, não foi das
melhores. Descrita como uma mulher cruel e
ambiciosa, com enorme influência sobre o marido
imperador, valeu-se de sua posição para
prejudicar muitas pessoas influentes, entre elas
Valerius Asiaticus e Vinicius e tornou-se
notória por sua promiscuidade, comportamento que
não incomodou o fraco imperador. Assim,
conhecida como adúltera, promíscua e dada a
casos escandalosos, só a confiança cega que
Cláudio tinha nela a mantinha na corte.
Finalmente resolveu deixar seu marido para se
juntar com o cônsul Caius Silius, recém nomeado
(48 d. C) e com quem arquitetou um plano (48)
para assassinar o imperador e substituí-lo pelo
amante. A conspiração foi descoberta por
Narciso, o secretário de Cláudio e ela, Silio e
os outros conspiradores foram presos e condenados
à morte e executada por ordem do imperador. A
difamação de sua memória seguiram-se
imediatamente e tornou-se símbolo da
pecaminosidade entre os cristãos. Os escritores
romanos, Juvenal em suas Sátiras (110-130 d. C.)
e Tácito em seus Anais (c.150 d. C), escreveram
sobre ela tratando-a como uma verdadeira devassa,
de vida sexual tão escandalosa que o marido teve
que matá-la.
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