Navegador português nascido em Sines, Alentejo,
o primeiro a dar a volta à África contornando o
Cabo da Boa Esperança, e a alcançar a Índia
(1497-1499). Trabalhando como tripulante de
frotas francesas que aportavam no Algarve e em
Setúbal (1492), foi chamado por D. João II para
chefiar uma expedição para descobrir uma rota
marítima segura para as Índias, após o feito
de Bartolomeu Dias, que descobrira o acesso por
mar ao Oriente, ao vencer o cabo da Boa
Esperança, tornando viável um novo caminho
além do pelo Mediterrâneo, na época bloqueado
pelos pelos turcos otomanos após a tomada de
Constantinopla (1453). A viagem só foi iniciada
com uma frota composta de quatro naus, já no
reinado de D. Manuel I (1497). Depois de vencer
inúmeros problemas e adversidades como epidemias
de escorbuto, deserções e mudanças de rota
para contornar as calmarias, alcançou o
território índico e foi recebido pelo samorim,
governante hindu de Calicut (1498). Foi dessa
aventura que Luís de Camões inspirou-se para
escrever Os lusíadas, o maior poema épico da
língua portuguesa. Após também uma conturbada
volta, em teve inclusive de queimar uma das naus,
chegou a Portugal (1499) e foi recebido como
herói. Recebeu muitas homenagens, o título de
dom, uma pensão anual, alguns bens e foi nomeado
conselheiro do rei para assuntos marítimos.
Voltou a Índia (1519) para contornar as
reações contra a presença portuguesa em
Calicut, conseguiu a pacificação e um tratado
bastante vantajoso para os portugueses em Cochim
e retornou a Portugal. Foi designado conde de
Vidigueira (1519) e nomeado vice-rei para a
Índia, mas morreu logo depois de chegar em
Cochin, sendo seu corpo transportado e enterrado
em Portugal.
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