Rainha reinante do Reino Unido, desde 1837. Filha
de Eduardo (4º filho de filho de Jorge III),
duque de Kent e de Victoria Maria Louisa de
Saxe-Coburgo, irmã do rei Leopoldo da Bélgica.
O pai morreu quando apenas contava oito meses.
Com a morte de Jorge IV, em 1830, o irmão
Guilherme IV torna-se rei, mas morre quando a
filha tinha apenas oito anos. Victoria casou, em
1840, com o primo Alberto de Saxe-Coburgo, de
quem teve nove filhos. O longo reinado de
Victoria passou por diversas fases. Conheceu a
Guerra da Crimeia em 1854-56, problemas na
Índia, de que foi imperatriz a partir de 1876, a
Guerra dos Boers na África do Sul e a sucessão
de Primeiros-ministros, de que se destacaram Lord
Melbourne, William Gladstone, Disraeli e o
marquês de Salisbury, que fizeram do seu reinado
uma época de desenvolvimento embora conservadora
e puritana, daí a expressão de "época
vitoriana". Victória depois de enviuvar, em
1861 passou a refugiar-se mais no seu Castelo de
Balmoral, na Escócia, e depois de um período de
alheamento passou a estar atenta às reformas
sociais e ao incremento do capitalismo. O seu
Primeiro-ministro conservador Disraeli deu-lhe
uma projecção assinalável, a partir de 1874.
Foi mãe de Eduardo VII, rei amigo do nosso
monarca D. Carlos e D. Amélia.
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