Vital Brasil Mineiro da Campanha exerceu diversos
ofícios para pagar os estudos de Medicina: foi
condutor de bondes, auxiliar de engenheiro e
professor particular. Os esforços não foram em
vão. Formado em 1891 pela Faculdade do Rio de
Janeiro é conhecido internacionalmente por seus
estudos pioneiros sobre veneno de cobra. Formado,
clinicou em várias cidades paulistas, entre as
quais Rio Claro, Jaú, Leme, Pirassununga,
combatendo epidemias. Casado, fixou-se em
Botucatu. Impressionado com o elevado número de
pessoas que morriam depois de serem picadas por
cobra, começou a dedicar-se ao estudo do veneno
desses animais e das intoxicações provocadas em
outros seres (ofidismo). Em 1897, foi nomeado
ajudante do Instituto Bacteriológico do Estado,
dirigido por Adolfo Lutz. Um ano mais tarde,
Vital conseguiu imunizar animais com veneno de
cascavel, jararaca e urutu, obtendo os primeiros
soros específicos no combate aos seus venenos.
Estes começaram a ser aplicados em 1901. Com a
criação do Instituto Butantã, em 1901, o
Brasil assumiu a direção dos trabalhos de
instalação do laboratório. Poucos meses
depois, fabricou os primeiros tubos de soro
antipestoso. Realizou ainda um extenso programa
no instituto que passou a fornecer soros e
vacinas contra o tifo, a disenteria bacilar, o
tétano, a varíola, a vacina BCG, contra
tuberculose, as sulfonas, as penicilinas e soros
contra animais peçonhentos. Fundou em Niterói,
no Rio de Janeiro, o Instituto de Higiene,
Soroterapia e Veterinária, mais tarde conhecido
como Instituto Vital Brasil. Dirigiu-o até sua
morte.
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