Cineasta italiano nascido em Sora, na região
italiana do Lácio e próxima de Roma, cuja obra
cinematográfica foi caracterizada por um aspecto
humanista e singelo, um dos mais importantes
diretores e atores do cinema italiano e
considerado o precursor do neo-realismo italiano.
Cresceu em meio a uma família de classe média
em Nápoles e teve formação educacional média.
Estimulado pelo pai, seguiu a carreira teatral e
estreou no cinema em papel menor no filme mudo Il
Processo Clémenceau (1917). Após sentar praça
em um regimento de granadeiros, entrou (1921)
para a companhia teatral da bailarina Tatiana
Pavlova. Estreou como ator de cinema no filme de
Mario Camerini, Gli uomini, che mascalzoni!
(1932). A popularidade e a fama como galã veio
com o lançamento da canção Lodovico numa
revista teatral. Em sua carreira como ator
(1926-1973) interpretou noventa filmes, e na
carreira de diretor 22 (1940-1974). No início os
mais expressivos foram Maddalena zero in condotta
(1940) e Un garibaldino al convento (1941). No
pós-guerra, em associação com o roteirista
Cesare Zavattini, criou obras-primas como
Sciuscià (1946), Ladri di biciclette (1948),
Miracolo a Milano (1950), Umberto D (1951) e Il
tetto (1956). Com uma vitoriosa carreira e
repleta de prêmios, em 42 anos de carreira
recebeu três prêmios Oscar de melhor filme
estrangeiro por Sciuscià (1946), Ladri di
biciclette (1948) e l giardino dei Finzi-Contini
(1971). Tinha como seus atores preferidos
Marcello Mastroianni e Sophia Loren, seus amigos
particulares, e os dirigiu em vários filmes.
Morreu em Paris, na véspera da estréia do
último filme, Il viaggio (1974), com Richard
Burton e Sophia Loren.
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