Filósofo místico, escritor e poeta russo
nascido em Moscou, que desenvolveu um sistema de
pensamento, no qual não há distinção entre
filosofia e religião, já que para ele não era
possível enfocar o ser humano sem levar em conta
a sua busca pelo divino, de grande influência
sobre os poetas simbolistas russos e sobre os
pensadores Rosanov e Berdiaev. Filho do
historiador Serguei Soloviov, foi encarregado de
cursos na Universidade de Moscou (1875), esteve
na Inglaterra (1875-1876) e no Egito, Itália e
Grécia coletando informações para seu próximo
trabalho. Na volta a Rússia (1876) começou a
escrever Princípios do conhecimento filosófico
integrais, obra que nunca terminou. No ano
seguinte fixou residência em São Petersburgo, e
aceitou um emprego no Ministério da Educação.
Defendeu sua dissertação de doutorado na
Universidade de São Petersburgo (1880), mas
perdeu o cargo por apelar contra a execução dos
assassinos do czar Alexandre II (1881). Nos anos
seguintes, desenvolveu temas de pouco interesse
para filosofia Ocidental contemporânea. Também
foi excomungado pela Igreja Ortodoxa, por
abraçar idéias místicas. Seu misticismo
acentuou-se, afirmou ter tido visões e passou um
tempo nos desertos do Egito e da Arábia. Porém,
voltou a assuntos filosóficos tradicionais na
década seguinte, no entanto, esses estudos
ficaram bastante prejudicados em suas conclusões
devido à sua morte prematura à idade de 47
anos, em São Petersburgo. Junto com o irmão
mais jovem dele, estava preparando também uma
nova tradução russa dos trabalhos de Platão.
No fim da vida, embora molestado pela censura,
também desenvolveu intensa atividade
jornalística, defendendo os judeus e exigindo
reformas democráticas na Rússia czarista. Seus
principais livros foram Dunkhovnia osnovy jisni
(1884), Em L'Idée russe (1888) e La Russie et
l'Église universelle (1891), ambos em francês,
e Tri razgovora o voine, progresse i konce
vsemirnoi istorii (1899) e Stikhotvorenie (1891),
livro de poesias em estilo simbolista.
|