Sob o pseudônimo de Abu Ammar, o fundador da
Associação Estudantil Palestina e co-fundador
da Organização Clandestina Al Fatah (Movimento
para a Libertação da Palestina, 1959) tornou-se
líder da luta pela independência e foi
presidente da Organização para a Libertação
da Palestina (OLP) a partir de 1969. Em 1973 foi
reconhecido pelos países árabes como seu único
representante legítimo. Apesar dos golpes
importantes que sofreu (a expulsão da Jordânia,
em 1979; de Beirute, em 1982; de Damasco e
Trípoli, em 1983; e do sul do Líbano, em 1988)
e de ter sido obrigado a enfrentar graves
conflitos surgidos nas suas próprias fileiras
devido à moderação da sua linha política,
Arafat conseguiu manter a liderança graças à
habilidade para estabelecer alianças, fazendo
concessões em nome dos objetivos nacionais. No
ano de 1989, em resposta ao reconhecimento do
direito à existência do Estado de Israel,
Arafat foi escolhido como presidente do futuro
Estado da Palestina. Algumas das suas decisões,
como o apoio a Saddam Hussein na Guerra do Golfo
(1990-1991) ou a sua posição favorável aos
golpistas contra Mikhail Gorbachev, colocaram-no
temporariamente em dificuldades no plano
internacional. No entanto, Arafat demonstrou ser
um autêntico mestre em sobrevivência política
e, em 1993, conseguiu seu maior êxito com a
assinatura do tratado de paz com Israel, que
previa a concessão de uma autonomia limitada aos
territórios de Gaza e Jericó, a retirada do
exército israelita desses locais em 1994 e o
regresso de Arafat como chefe da Autoridade
Nacional Palestina depois de 27 anos de exílio.
Em 1994, Arafat, em conjunto com Itzhak Rabin e
Shimon Peres, recebeu o Prêmio Nobel da Paz.
Depois do assassinato de Rabin (1995) e do
subseqüente conservadorismo na política de
Israel, impulsionado pelo novo primeiro-ministro
Benjamin Netanyahu, e mesmo do governo do
primeiro-ministro trabalhista Ehud Barak, os
esforços para se encontrar um equilíbrio
duradouro entre palestinos e israelenses sofreram
um sério retrocesso. Arafat tem estado, desde
então, entre dois fogos: por um lado, a
lentidão, e mesmo a interrupção, da retirada
israelense dos territórios ocupados prevista nos
acordos de paz e, por outro, o risco da perda de
controle sobre as facções palestinas mais
radicais e violentas.
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