Seu verdadeiro nome é Yitzhak Jagernicki. Após
sua emigração para a Palestina em 1935, Shamir
começou a militar em 1937 nas organizações
armadas sionistas, primeiro na Irgun Zvai Leumi,
e posteriormente na Lechi, sempre contra o
domínio britânico da Palestina e contra os
árabes. Entre 1955 e 1965, dirigiu o Mossad,
serviço secreto israelita. Em 1970, filiou-se ao
Partido Conservador ("Herut") de
Menahem Begin, que defendia a formação de um
grande Estado de Israel. Ministro dos Negócios
Estrangeiros entre 1980 e 1983, substituiu Begin
como primeiro-ministro de uma coligação de
direita, em 1983. Depois de realizadas novas
eleições, formou uma ampla coligação com o
Partido Trabalhista de Shimon Peres e
estabeleceu-se uma rotação no cargo de
primeiro-ministro. Em 1984, ocupou a pasta dos
Negócios Estrangeiros antes de ascender de novo,
dois anos mais tarde, ao cargo de
primeiro-ministro. Depois da ruptura da
coligação, em 1990, aliou-se com diversos
partidos conservadores, retirando-se, porém,
depois de perder as eleições de 1992, vencidas
por Itzhak Rabin. Sua posição radicalmente
antipalestina e sua política de instaurar
colonatos judaicos nos territórios ocupados
provocaram um recrudescimento da resistência
palestina (Intifada, entre 1987 e 1992-1993).
Como conseqüência, produziu-se uma
polarização das forças políticas de Israel
entre "pombas" e "falcões".
A pressão internacional sobre Israel, exercida
sobretudo pelos Estados Unidos, aumentou com a
Guerra do Golfo, até que Shamir se viu forçado
a aceitar a realização de uma Conferência de
Paz para o Oriente Médio em 1991.
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