Um dos grandes diretores de cinema do Brasil,
José Mojica Marins foi o único cineasta a
produzir filmes de horror no país. Com um estilo
rude de filmar baseado na improvisação, na
falta de recursos técnicos, em histórias
extremamente objetivas e no uso do português
incorreto, Zé do Caixão, como veio a ser
conhecido, conta com cerca de 30 filmes, alguns
de aventura, comédia e até pornochanchada.
Atraído pelo cinema e teatro desde cedo, aos 17
anos, fundou com ajiuda de amigos, o estúdio
Companhia Cinematográfica Atlas, depois
Companhia Cinematográfica Apolo, no bairro do
Brás, onde dava aula de cinema e fazia testes,
utilizando animais, como aranha e ratos, vivos em
cenas de terror. Após alguns filmes amadores
realizados em 16 mm mudos e um 35 mm sonoro
inacabado (Sentença de Deus), fez seu primeiro
longa metragem: A Sina de Aventureiro (1957), um
faroeste em cinemascope. A seguir veio Meu
Destino em Suas Mãos (1961). Encarnando o
personagem Zé do Caixão, uma mistura de Exu e
bruxo, de justiceiro e psicopata, que usa barba
negra, unhas enormes, capa preta e cartola,
realizou, como diretor e ator, o filme À
Meia-noite Levarei tua Alma (1963). Algumas das
obras que se seguiram são: Esta Noite Encarnarei
no teu Cadáver (1966), O Estranho Mundo de Zé
do Caixão (1968) e O Despertar da Besta (1968),
considerado seu melhor trabalho. Nos anos 70,
teve seus filmes censurados. Na década de 80,
caído no esquecimento, entrou para a
pornochanchada, realizando 24 Horas de Sexo
Ardente (1984), 48 Horas de Sexo Ardente (1986) e
Dr. Frank na Clínica das Taras (1987).
Descoberto pela crítica internacional, foi
elogiado nas páginas das revistas
norte-americanas Cult Movies e Billboard e da
francesa Cahiers du Cinema.
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