Jornalista brasileiro nascido no Humaitá, cidade
do Rio de Janeiro, considerado um dos
modernizadores do colunismo social brasileiro, um
estilo carioca, bem-humorado e mordaz de dar
notícias. Entrou para a profissão no Jornal do
Brasil (1963) e, depois, assumiu a coluna Carlos
Swann (1965). Aos poucos construiu um novo
estilo, que além de trazer os acontecimentos
sociais, passou a inserir também notícias
exclusivas, particularmente de política e
economia. Durante o Regime Militar foi preso duas
vezes por curtos períodos por causa de notas
envolvendo militares. No Jornal do Brasil, onde
trabalhou cerca de 25 anos, foi também
coordenador de colunas e editor do Caderno B.
Passou para O Globo (1993), no qual passou a
assinar a coluna Zózimo e, quatro anos depois,
morreu de câncer no pulmão, no Hospital Mount
Sinai, em Miami, EUA, aos 56 anos. Esse colunista
carioca fez escola no jornalismo brasileiro, com
suas notas diárias cheias de humor sutil e
elegância. Em 34 anos de profissão foram mais
de 200 mil registros escritos em até dez linhas.
Quatro anos depois de sua morte, o nome do
colunista que era a cara do Rio de Janeiro, foi
dado a um espaço no final do calçadão do
Leblon, bairro nobre dessa cidade, início da
subida da Av. Niemeyer. A estátua
hiper-realista, reproduzindo o jornalista em
tamanho natural, 1m80, inspirou-se na imagem que
ele tinha por volta dos seus 40 anos de idade.
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