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A comunidade da
Linha Cristal, uma pequena vila
de descendentes de colonos
italianos na serra gaúcha,
reúne-se para tomar
providências sobre a
construção de uma fossa para o
tratamento do esgoto. Uma
comissão é escolhida para
pleitear a obra junto à
sub-prefeitura. Após ouvir a
reivindicação, a secretária da
prefeitura reconhece a
legitimidade da solicitação,
mas afirma que não dispõe de
verbas para obras de saneamento
básico até o final do ano. No
entanto, a prefeitura tem quase
dez mil em verbas para a
produção de um vídeo. A verba
veio do governo federal e, se
não for gasta, terá que ser
devolvida. A comunidade decide
então fazer um vídeo sobre a
obra. A prefeitura apóia a
idéia da realização do vídeo
e da utilização da verba para a
obra, que seria um absurdo
devolver, mas esclarece que, para
requerer a verba, a comunidade
deve apresentar um roteiro e um
projeto do vídeo, e que a verba
era necessariamente para obras de
ficção. Os moradores da Linha
Cristal passam então a fazer um
vídeo de ficção que, segundo
interpretações, é um filme de
monstro, ambientado nas obras de
construção de uma fossa, com o
único objetivo de usar a verba
para as obras. O que eles não
esperavam é que a produção do
vídeo fosse se tornando cada vez
mais complexa e interessante.
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