Conto de
Areia
Romildo S. Bastos / Toninho
É água no mar, é maré cheia ô, mareia ô,
mareia,
É água no mar,
É água no mar é maré cheia ô mareia ô,
mareia,
Contam que toda tristeza que tem na Bahia,
Nasceu de uns olhos morenos molhados de mar,
Não sei se é conto de areia ou se é fantasia,
Que a luz da candeia alumia pra gente contar,
Um dia a morena enfeitada de rosas e rendas,
Abriu seu sorriso de moça e pediu pra dançar,
A noite emprestou as estrelas bordadas de prata,
E as águas de Amaralina eram gotas de luar,
Era um peito só cheio de promessa era só,
Era um peito só cheio de promessa era só,
Quem foi que mandou o seu amor se fazer de
canoeiro,
O vento que rola nas palmas arrasta o veleiro,
E leva pro meio das águas de Iemanjá,
E o mestre valente vagueia olhando pra areia sem
poder chegar,
Adeus amor, adeus meu amor não me espere porque
eu já vou me embora,
Pro reino que esconde os tesouros de minha
senhora,
Desfia colares de conchas pra vida passar,
E deixa de olhar pro veleiro,
Adeus meu amor eu não vou mais voltar,
Foi beira-mar, foi beira-mar quem chamou,
Foi beira-mar ê, foi beira-mar....
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