Hoje
Taiguara
Hoje, trago em meu corpo as marcas do meu tempo
Meu desespero, a vida num momento,
A fossa, a fome, a flor, o fim do mundo.
Hoje, trago no olhar imagens distorcidas,
Cores, viagens, mãos desconhecidas,
Trazem a lua, a rua, às minhas mãos, mas
Hoje, as minhas mãos enfraquecidas e vazias
Procuram nuas pelas luas, pelas ruas,
Na solidão das noites frias, sem você,
Hoje, homens sem medo aportam no futuro,
Eu tenho medo, acordo e te procuro,
Meu quarto escuro, é inerte como a morte.
Hoje, homens de aço esperam da ciência
Eu desespero e abraço a tua ausência.
Que é o que me resta vivo em minha sorte
Ah, Sorte, eu não queria a juventude assim
perdida,
Eu não queria andar morrendo pela vida
Eu não queria amar assim, como eu te amei...
<<
VOLTAR AO ÍNDICE
|